domingo, 1 de fevereiro de 2015

BRINCADEIRAS, JOGOS E ATIVIDADES


1. Meu nome é... 
 

Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda. Peça que cada uma identifique seu nome. Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes. Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares). Agrupe as crianças de acordo com as afinidades. Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome. Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá. Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural. Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.

2. DA CONFUSÃO À ORDEM


Estas atividades são ideais para que a criança perceba a necessidade da organização para o bom desempenho das atividades. O professor pode, a partir da fala das crianças, levantar algumas regras para a organização em sala de aula.

Pedir para que as crianças, todas ao mesmo tempo, cantarem uma música para o seu companheiro do lado (esta atividade gerará um caos); depois pedir a um aluno que cante a música dela para a classe. As crianças perceberão como o caos é desagradável e como a ordem tem um sentido. O professor poderá levantar com as crianças outras situações vividas onde a organização é essencial.


3. Brincadeira das bexigas
 


(Para animar os alunos e também para transmitir a eles a importância do trabalho em grupo)
Leve um rádio ou qualquer outro aparelho no qual possa tocar música, escolha uma que eles gostem. Leve também um saco de bexigas de forma que possa entregar uma a cada aluno, e peça a eles que cada um encha a sua.
Quando todos já tiverem enchido explique que terão que ficar jogando as bexigas para cima como se fosse uma peteca (mas de forma suave) de forma a que não caiam no chão e que irá fazendo sinal aos alunos que deverão ir saindo da brincadeira. Os alunos que ficarem não podem deixar as bexigas caírem, os alunos vão saindo mas as bexigas que eles estavam jogando continuam no jogo.
No início será fácil mas à medida que você for acenando aos alunos para saírem os outros vão tendo cada vez mais trabalho para equilibrar as bexigas, cada vez em número maior que o de alunos. Termine a brincadeira quando tiver apenas um aluno sozinho tentando manter todas as bexigas no ar.
Pergunte a eles o que acharam da brincadeira, se foi fácil ou difícil. Eles certamente lhe dirão que no início foi fácil, mas à medida que os alunos foram saindo foi ficando cada vez mais difícil. É hora então de você conduzir para a idéia que você quer (se algum aluno já não tiver feito isso) de que o trabalho em grupo também é assim, quanto mais elementos do grupo ficarem de fora na hora da execução, mais trabalho e menos chance de sucesso terão os elementos que estiverem executando o mesmo.



4.   Inventar Expressões Faciais
  
Faixa etária: de Ensino fundamental e secundário 

Apresentar às crianças uma situação para pô-las alegres. 
Por exemplo: Estamos na escola e de repente recebemos a notícia que naquele dia iremos todos juntos ao parque. Como manifestaremos nossa alegria? 
As crianças tem que nomear o maior número de expressões alegres( saltar, levantar os braços, aplaudir, sorrir.) Faça o mesmo com a tristeza ou outros sentimentos.

5. Espelho  (para integração dos alunos)

Faixa etária: ensino fundamental e secundário

Forma-se um círculo. 
Um aluno deverá se mover livremente, movimentando os braços, as pernas, fazendo caretas,etc., adotando posturas e atitudes que os demais possam imitar. 
Os outros alunos tem que seguir-lhe ao som de uma música. 
Quando este parar, os demais também devem parar. 
Se ele correr os outros também devem correr. 
A pessoa que devemos imitar também pode ficar girando devagar no centro do circulo para que todos os participantes  possam ver. 

O jogo para quando se perceber que o interesse da turma diminuiu.
Créditos : Associação Brasileira de Educação e Cultura



5. A Caixa Mágica

Definição: Trata-se de ir tirando diversas coisas de uma caixa, de forma imaginária. 

Objetivos: Estimular a imaginação e a capacidade gestual. 
Consignas de partida: De uma caixa mágica nós podemos tirar qualquer coisa. 

Desenvolvimento: 
1. As pessoas ficam ajoelhadas e colocam o rosto entre as pernas. O animador diz: "se abre a caixa e dela saem ... (por exemplo: motos). Todos os participantes imitam o objeto mencionado e faz o som e gestos correspondentes. Quando se diz: "fecha a caixa", todos voltam à posição inicial. A caixa abre de novo e sairá outros objetos: cachorro, borboletas, etc. 



6. ISSO É UM ABRAÇO

Faixa etária: de Ensino Infantil, fundamental e secundário 

Formamos um círculo fechado, bem sentados ou de pé. 
Se trata de repetir um movimento e uma frase, que propiciem a afetividade e o contato físico.
O jogo inicia quando um dos participantes se acerca ao que está à sua esquerda e o abraça dizendo: _"Isto é um abraço".
O que o houver recebido o devolve, dizendo:_"Um abraço".
De novo inicia o jogo e o primeiro participante, repetindo o abraço diz:_"Isto é um abraço. E o segundo passa o o abraço ao que está à sua esquerda e repete:_ "Isto é um abraço". O terceiro, que o recebe pela primeira vez, deve devolve-lo dizendo: _"Um abraço".
E o segundo se o devolve ao primeiro, repetindo:_"Um abraço".
Assim, se repete em cada vez: o abraço vai passando desde o primeiro dos participantes com a frase _"Isto é um abraço", e como uma onda. E volta para trás, até que alguém o receba pela primeira vez, e o devolve com a frase_ "Um abraço", até alcançar de novo o primeiro participante. 
Essa ação se repete cada vez até chegar ao último participante e voltar até o primeiro participante.
Fonte: ABEC

7. OS ANIMAIS NA CLASSE
Faixa etária: de Ensino Infantil, fundamental 

As crianças sentam-se em círculo na sala. 
Cada uma tem que escolher um nome de um animal. 
O professor narra uma história, que com frequência apareça o nome desses animais. 
Cada vez que se pronuncie um deles, o aluno que o haja escolhido tem que levantar-se e emitir o som que faz o seu animal. Por ex._ se o professor disser:"galo", o aluno que o tenha escolhido deverá imitá-lo: "Kikirikiki!" e assim por diante.
Fonte: ABEC



8. PINTINHOS 
  
Faixa etária: de Ensino Infantil, fundamental e secundário 


(propicia desinibição, porque exige contato físico e confiança no grupo) 
O grupo deve situar-se em círculo e fechar os olhos ( se quiser, a professora pode providenciar vendas paraos alunos, para facilitar, principalmente se os alunos forem pequenos ou imaturos), Não poderão abrí-los até que termine o jogo. 
A partir desse momento, todos os jogadores são pintinhos recém saídos do ovo e não podem ver , buscando a sua mamãe galinha. 
O professor fará saber a um deles que é a galinha, de forma que os demais não se inteirem disso.
Todos os pintinhos devem caminhar às cegas, imitando o andar dos pintinhos até tocar outro pintinho. 
Quando os jogadores se encontrarem devem piar para comprovar se encontraram com a galinha. 
Os pintinhos devem responder. 
A galinha se diferencia porque não pia. Portanto, quando alguém não lhes responder, deve abraçar com força a galinha e seguir andando unidos, e a partir desse momento permanecem calados. No final, todos os pintinhos podem abrir os olhos: como é de se esperar terminam abraçados e em silêncio.
Fonte: ABEC


9. "Abraços Musicais Cooperativos" 


Definição: Trata-se de saltar no ritmo da música, abraçando-se a um número progressivamente maior de companheiros até chegar a um grande abraço final. 
Objetivos: Favorecer o sentimento de grupo desde a chegada positiva de todos.
Material: Um aparelho de música ou um instrumento musical.
Ordem de partida: Ninguém deve ficar sem ser abraçado.

Desenvolvimento:
1. Uma música soa, os participantes começam a dançar; quando a música para, cada pessoa abraça a outra. A música continua, os participantes começam a dançar, se querem, podem dançar com o companheiro. Na seguinte vez que a música parar, se abraçam três pessoas. O abraço vai ficando cada vez maior até chegar a um grande abraço final.
Avaliação: O jogo tenta romper o possível ambiente de tensão que pode haver no princípio de uma sessão ou um primeiro encontro. Cada participante expressará como se sente e como viveu o jogo. 
Fonte: ABEC

10.  CORRENDO ATÉ O MURO
Faixa etária: para Ensino fundamental e secundário 

Para se correr até um muro com os olhos vendados deve-se ter muita confiança em não chocar-se nele. 
E se trata disso. O grupo se fica situado a uns passos adiante de um muro ou parede da classe ou de um ginásio. 
De um a um, cada jogador dever correr até o muro, com os olhos vendados, confiando em que o grupo e o professor ou professora detê-lo-ão antes de chocar-se com ele. 
As reações de cada participante são muito divertidas. 
O objetivo é do grupo impedir proteger o indivíduo, impedindo que ele se machuque.
Fonte: ABEC

11. Esconderijo Inglês

Faixa etária: para Ensino Fundamental e Secundário


Um dos jogadores fica virado para uma parede, escondendo sua cara e os demais jogadores a uns 20 metros de distância dele. 
Aquele que estiver com a cara virada para a parede grita: _" Um, dois, três, ao esconderijo inglês, sem mover as mãos, nem os pés" e se vira. 
Enquanto diz a frase, os demais jogadores devem avançar rapidamente, mas com cuidado, já que quando seu companheiro terminar de dizer "Um, dois, três, ao esconderijo inglês, sem mover as mãos, nem os pés" deverão ficar totalmente quietos. 
Se algum deles não o fizer e o companheiro perceber que se moveu este deverá retroceder e voltar até o início. 
O que conseguir chegar à meta será quem dirá agora : "Um, dois, três, ao esconderijo inglês, sem mover as mãos, nem os pés".

Fonte: ABEC

12.  Estimulando a A Pensar e se Comunicar

Faixa etária: para Ensino Infantil 

O professor diz uma palavra, qualquer coisa, melhor relacionada com as férias, e os alunos tem que dizer a primeira coisa que lhes vier na memória. 
Deixar correr a imaginação.
Fonte: ABEC

13. O que Fez?
Faixa etária: para Ensino Infantil e Fundamental

Na escola, um dos grandes temas para redação é: " O que você fez nas férias?".
Seu valor para conseguir que o(a) aluno(a) escreva sobre suas experiências pessoais é evidente. 
Deve-se incentivar para que os alunos falem de suas coisas mais pessoais.
As crianças sentam-se em círculo na classe e têm que recordar coisas sobre as férias, preferivelmente seguindo a ordem dos acontecimentos reais. 
Isso estimula a memória da criança, ajuda com que possa recordar os acontecimentos do passado.
Também faz com que deva buscar e encontrar as palavras para descrever o que se passou naquele período.
Fonte: ABEC

14  De Havana Veio um Barco Carregado De...

Faixa etária: Educação Infantil, Fundamental e Secundário


O professor pensa em uma família de animais, pessoas, comidas ou objetos. E diz aos seus alunos:" De Havana veio um barco carregado de... animais de quatro patas."
os alunos deverão ir dizendo, um por um, animais de quatro patas." 
Se algum aluno não souber dizer nenhum, perde a vez ou é eliminado do jogo, como queira. 
O nível de dificuldade pode variar dependendo da família. Por exemplo: no INFANTIL bastaria dizer:"de Havana veio um barco carregado de... animais.", no PRIMARIO: "de Havana veio um barco carregado de... verduras", e no SECUNDÃRIO:"De Havana veio um barco carregado de …personagens históricos."
Faixa etária: Educação Infantil, Fundamental e Secundário

Volta às aulas

Atividades para integrar, estabelecer regras de convivência, ressaltar o valor da amizade, valorizar a cooperação, o respeito e a ética no cotidiano escolar

Por Juliana Lambert


Objetivos:

★ Promover a integração e adaptação dos alunosEstabelecer regras que deverão ser seguidas ao longo do ano letivoResgatar valores importantes, como respeito e solidariedadeAbordar a ética no cotidiano escolarReforçar a importância da cooperação e da amizade

Faixa etária:1º a 5º ano



Vamos brincar de massinha? (1º e 2º ano)

1
. Divida os alunos em duplas e distribua massas de modelar.
2. Peça que criem objetos que serão usados ao longo do ano. Exemplo: lápis, caneta, caderno.
3Promova a apresentação dos trabalhos e a troca de ideias.


Troca de presentes (1º ao 3º ano)

1. Distribua papel, lápis de cor e canetinhas aos alunos.
2. Solicite que façam um desenho para retratar a importância da amizade.
3Explique que cada desenho se transformará em um presente para o colega que acabou de conhecer.
4. Promova a troca de desenhos e aborde a importância de fazer novas amizades.

Pintura coletiva (4º e 5º ano)

1. Providencie tintas atóxicas, pincéis, rolinhos e papel de parede branco.
2. Reserve um espaço na sala ou no pátio para aplicar o papel de parede.
3.Sugira a pintura coletiva do painel de acordo com um tema. Exemplo: O que esperam de 2015?

Dinâmica do pirulito (3º e 4º ano)

1
. Providencie pirulitos em número suficiente para os alunos.
2. Peça que segurem o doce com a mão direita e mantenham o braço esticado.
3Sinalize para que abram o pirulito, mas alerte que não será permitido mover o braço direito.
4.Após diversas tentativas, mostre que só é possível abrir com a ajuda do colega e que ele também terá que fazer o mesmo para ajudar o outro.


Dica esperta!
Essa atividade poderá ser retomada ao longo do ano letivo, de forma que os alunos possam verificar se alcançaram seus sonhos para 2015.

Autorretrato (4º e 5º ano)

1
. Distribua para cada aluno uma bexiga e peça que encham.
2. Em seguida, entregue canetinhas coloridas e solicite que cada um desenhe o seu rosto na bexiga.
3Após concluir o desenho, os alunos deverão jogar a bexiga para cima.
4. Dê um sinal para que cada aluno pegue no ar a bexiga de um colega.
5. Faça uma roda e solicite que cada aluno adivinhe de quem é o autorretrato.
6. Caso não acerte, o aluno que desenhou deverá se apresentar, falar seu nome e dar um abraço no colega.
7. Dê continuidade até que todos se apresentem.
Árvore dos sonhos (1º ao 5º ano)

1
. Em um papel pardo ou cartolina represente uma árvore. Você poderá afixála em um painel em sala de aula ou no pátio.
2. Na parte superior da árvore, escreva uma pergunta. Exemplo: Como você gostaria que fosse 2015?
3Distribua um papel com o molde de uma folha de árvore.
4. Peça para que escrevam o que esperam de melhor para o ano letivo. Exemplos: amizades sinceras, boas notas etc.
5. As crianças deverão afixar suas folhas com os desejos na árvore.


Dica esperta!
A árvore pode ganhar uma versão de mapa e envolver mais turmas. Basta afixar no pátio e sugerir a construção de bonequinhos, que ficarão localizados em diferentes pontos do mapa, formando uma grande corrente.

Da ordem ao caos (4º e 5º ano)

1.
 Combine com a turma que, quando você bater palmas, todos deverão parar imediatamente as atividades solicitadas.
2. Peça que cantem ao mesmo tempo uma música para o companheiro ao lado.
3Bata palmas e sugira nova atividade: que todos cantem ao mesmo tempo uma música para o grupo.
4. Bata palmas novamente e escolha um aluno para cantar para a classe.
5. Mostre para as crianças as diferenças entre a ordem e o caos. Enquanto todos cantavam ao mesmo tempo, ninguém se entendia e a situação gerou desconforto. Já quando apenas um aluno cantou e os demais pararam para escutar, a ordem foi estabelecida.

Dica esperta!
Levante outras situações nas quais a ordem é essencial e estabeleça com os alunos as regras de convivência. Explique que quando desrespeitamos o próximo deixamos a organização de lado e estamos perto do caos.

Contrato pedagógico

1.
 Reúna a turma e questione sobre boa convivência, respeito, expectativas para o ano letivo etc.
2. Estimule a reflexão e a troca de ideias. A partir das respostas, construa um contrato, que será revisto e reestruturado semanalmente ou sempre que houver necessidade.

Dinâmicas divertidas para primeiro dia de Aula - Cabra cega no curral

A Proposta da atividade é fazer com que o grupo se conheça de modo divertido, principalmente os alunos vindos de outras escolas e que o primeiro dia de aula seja um momento de integração e interação entre os participantes. Vamos fazer com que o grupo se conheça de modo divertido.
Material: Pedaço de papel em branco, caneta, saco plastico, pano preto para cobrir os olhos e cadeiras.
Procedimento:
Escreva tarefas para serem realizadas pelos alunos.
Recorte-ás e as coloque dentro de um saco plástico para serem sorteadas.
Faça um círculo com as cadeiras e coloque os participantes nas mesmas.
Escolha o primeiro participante e coloque o pano sobre os seus olhos.
Coloque-o dentro do círculo e movimente-o de modo que perca a direção inicial.

O participante que for tocado, deverá se apresentar e sortear uma tarefa a ser realizada por ele mesmo; o participante que já foi tocado não poderá repetir, de modo o que todos participem.O participante deverá ir para qualquer direção de modo que encoste em outro que estará sentado, este não deverá sair do lugar.
Dicas
Perceber se o grupo de alunos está se integrando. Estar vendo se o participante está motivado para a realização da atividade. Diversãoe alegria são a base de bons relacionamentos.
Tempo de aplicação: 30 minutos
Número máximo de pessoas: 40
Número mínimo de pessoas: 10

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A cidade e a produção dos lugares



Objetivos
- Compreender a dinâmica dos espaços urbanos e seu significado para a vida cotidiana partindo da observação de paisagens do bairro da escola.
Conteúdos
- Paisagens urbanas.
- Dinâmica urbana: produção, circulação e moradia.
- Equipamentos e serviços urbanos.
- Setores da economia.
Material necessário
Planta do bairro da escola e mapa da cidade ou computadores com o programa Google Earth, câmara fotográfica ou celular, mural de exposição, fotografias de paisagens urbanas.
Desenvolvimento
Solicite aos alunos que observem a paisagem do bairro da escola, nos caminhos que percorrerem, procurando identificar aspectos relevantes do local. Eles podem citar o que notam nas características das ruas, praças, parques, pontos de comércio, serviços, indústria ou outra produção, moradias.
Para identificá-los, faça questões como: 1. O que é? 2. Onde está localizado? 3. Qual seu aspecto positivo ou o problema que se percebe em sua observação? 5. Por que ele está assim?
Peça aos alunos que relatem as paisagens observadas. Indique as condições de manutenção e os benefícios/problemas que eles acarretam para o cotidiano dos que vivem no bairro.
Comente sobre a importância de saber observar as paisagens e o que ela pode revelar. Apresente explicações de elementos da produção do espaço urbano, destacando os processos de expansão, valorização e periferização. Explique a dinâmica da cidade e seus setores de atividades, destacando que o modo como os espaços são construídos e sua dinâmica está relacionado com as demandas da vida no bairro e também a requisitos da cidade e de outras cidades. Por exemplo: os modelos arquitetônicos de arranjo de praças são definidos por gestores da cidade, que padronizam o modo de "urbanizar" esses equipamentos em diversos lugares da cidade, com base em orientações tecno-científicas; os objetos vendidos no bairro são produzidos em outras partes da cidade, ou em outras partes do mundo, e pertencem a uma rede de produção.
Indique que as práticas das pessoas que vivem no bairro revelam um modo de ser do bairro, mas também se explicam por um modo de vida global predominante na atualidade. Leve, para ajudar na argumentação, fotografias de outros lugares da cidade e de outras cidades que mostrem pessoas circulando. Mostre também grupos utilizando transportes coletivos e carros; unidades residenciais de diferentes modelos arquitetônicos, espaços públicos de lazer, de saúde, casas de comércio e serviços (padarias, supermercados, lan-houses).
Apresente a planta da cidade (ou localize a cidade no Google Earth) e localize, com os alunos, o bairro da escola. Explique a localização e o significado dessa localização para os alunos - trata-se de um espaço central ou periférico? Faz parte de uma área valorizada ou desvalorizada da cidade? Caracteriza-se como um bairro residencial ou de uso misto? Após a sua explicação, apresente a planta urbana do bairro da escola. Nela, trace alguns roteiros para percorrerem parte do bairro - veja de que maneira você consegue organizar essas saídas conforme a estrutura que tem na escola. Elabore a orientação do trabalho dos grupos: diga para observarem atentamente a paisagem, buscando apreender aqueles elementos destacados em sala de aula. Diga para escolherem "cenários" dessa paisagem para serem fotografados. Adapte essa situação para a sua realidade: se for viável, peça para os alunos mesmo fotografarem. Se não, faça as imagens conforme as indicações deles e registre as imagens que você acha essenciais. 

Poemas para cantar

Introdução 
Nesta sequência de atividades, além de ampliar seu repertório musical, as crianças podem conhecer um pouco mais sobre a canção, uma composição normalmente curta, que combina melodia com poesia.

Objetivos 
- Ampliar o repertório musical das crianças
- Aprender a ouvir/apreciar músicas diversas
- Conhecer alguns poemas ou obras literárias musicadas
Ano
1 º ano
Conteúdos específicos
Escuta musical
Repertório musical
Poesia
Canções

Tempo estimado 
Um semestre

Material necessário 
Você vai precisar de alguns livros e de um aparelho de som.
Para a realização desta sequência, sugerimos algumas obras musicais com as características pedidas pela atividade:

CDs: A Arca de Noé - volumes 1 e 2 (poemas de Vinícius de Moraes), Universal; De Paes para Filhos, de Paulo Bi (poemas de José Paulo Paes), MCD Records; Quero Passear, do Grupo Rumo, Palavra Cantada; Canções dos Direitos das Crianças, diversos artistas, Movieplay.

Desenvolvimento das atividades 
Ouvir canções em roda Na primeira atividade, leve o aparelho de som e apresente para a classe o que escutarão juntos. Conte às crianças que algumas das canções que vão ser ouvidas foram originalmente escritas como poesia. Esse é o caso, por exemplo, das faixas que compõem o CD A Arca de Noé, cujas letras são de Vinícius de Moraes, que só ganharam o acompanhamento da música muito tempo depois de terem sido criadas.

Leia os poemas, textos ou letras das canções antes e também depois de ouvir a música. Procure deixar ao alcance das crianças, os livros em que estão os poemas ou textos musicados, para que eles sejam manuseados após a roda de leitura e música, e também em outros momentos do dia.

Ao fim de um período, todos devem saber cantar as músicas aprendidas, e podem cantar com a gravação.

Faça com que a atividade de escutar canções e poemas musicados seja um momento especial: crie uma aconchegante roda de música, na própria sala de convívio diário, e realize esse encontro, por exemplo, duas ou três vezes por semana. Depois de conhecidas, as músicas passarão a fazer parte do repertório das crianças, e poderão ser tocadas e ouvidas em outros momentos do dia.

Avaliação 
Quando a atividade envolve música, é importante que o professor não compare as aprendizagens, mas que consiga observar as características de cada criança dentro do grupo. Ao escutar uma canção, elas não manifestam seu prazer e seu interesse da mesma maneira. Nem todas dançam ou batem palmas; algumas preferem se manter atentas, apenas escutando, o que não significa não gostar do que ouvem.

É importante que o professor reconheça as manifestações de prazer e desprazer de seus alunos diante da música. Ele pode organizar rodas de apreciação musical, em que todos conversarão sobre suas músicas preferidas, sobre porque gostam ou não de determinada obra. Com isso em mente, podem ser bons critérios de observação:

- As crianças incorporaram canções apresentadas na roda de música ao seu repertório? Cantam-nas espontaneamente?
- As crianças se interessaram em procurar e localizar os poemas/letras de canções nos livros?
- As crianças pedem, em outros momentos do dia, para que o professor toque as canções que escutaram na roda de música?

Atividades para o primeiro dia de aula


                                


No primeiro dia de volta às aulas é importante que os alunos sejam recebidos de forma acolhedora. As crianças estão vindo de um período em que ficaram algum tempo longe da escola, elas tem expectativa em saber como serão seus novos colegas e sua professora.
Para que sintam alegria e vontade de estar na escola, é necessário que os primeiros dias de aula(e todo ano letivo) sejam motivadores.
Eu costumo começar a aula contando uma história, depois faço uma dinâmica para que todos possam se conhecer, em seguida proponho algumas brincadeiras. É muito importante ouvir os alunos acerca do que eles esperam do ano letivo, pode ser feito um painel coletivo onde escreverão sobre as suas expectativas.

  • Dinâmicas
Garrafa dos elogios

Material: Uma garrafa vazia (pode ser de refrigerante). O grupo deve sentar formando um círculo.
O Professor coloca a garrafa deitada no chão no centro da sala e a faz girar rapidamente, quando ela parar estará apontando o gargalo para alguém. O Professor dirá uma palavra de boas vindas, estímulo ou elogio à essa pessoa.
A pessoa indicada pela garrafa terá então a tarefa de girá-la e falar para quem ela apontar e assim sucessivamente.

A construção coletiva do rosto
Objetivos: Fazer com que os alunos sintam-se à vontade uns com os outros.

Aplicação:

a) Orientar os participantes para sentarem em círculo;
b) O professor distribui para cada participante uma folha de papel sulfite e um giz de cera;
c) Em seguida orienta para desenhar o seguinte:
- uma sombrancelha somente;
- passar a folha de papel para as pessoas da direita e pegar a folha da esquerda;
- passar novamente;
- desenhar um olho;- passar novamente;
- desenhar o outro olho;
- passar a direita e... completar todo o rosto com cada pessoa colocando uma parte (boca, nariz, queixo, orelhas, cabelos).
d) Quando terminar o rosto pedir à pessoa para contemplar o desenho;
e) Orientar para dar personalidade ao desenho final colocando nele seus traços pessoais;
f) Pedir ao grupo para dizer que sentimentos vieram em mente.
Outras dinâmicas, clic aqui!

  • Brincadeiras

Fui à feira

Regra:
Um jogador diz em voz alta: Fui a feira e comprei.. por exemplo ”maçã”. O jogador seguinte repete a frase do primeiro acrescentando outra mercadoria comprada por exemplo:” batata”, o terceiro jogador repete as mercadorias que os jogadores anteriores disseram e acrescenta mais uma, ganha quem não repetir mercadoria e lembrar todas que foram faladas.

Mímica

Regra:Dividir o time em dois.
Cada time vai pensar em um nome de uma categoria, exemplo: filme, música e outros; e chamar uma pessoa da outra equipe.
A pessoa escolhida vai tentar representar o nome sem dizer uma palavra, para a sua própria turma.
Se o time de quem estiver representando acertar em menos de 1 minuto ganha um ponto.
Se não acertar, ganha a equipe adversária.

sábado, 18 de agosto de 2012

PROJETO TARSILA DO AMARAL


PROJETO TARSILA DO AMARAL
Tempo previsto: Dois meses a três meses.

JUSTIFICATIVA:
A Arte surgiu com a necessidade do homem exprimir seus anseios, angústias, desejos, desafios de seu cotidiano, isto muito bem representado nas pinturas rupestres nas paredes das cavernas encontrados  até mesmo em nossa região Nordeste. Desde então, o homem tem expressado por meio da escultura, música, literatura, dramaturgia, entre outros, em alguns momentos históricos como meio de registrar o presente e fazer o espectador refletir o que acontece no seu meio e daí, transformá-lo. Por outro lado, em outros momentos a Arte tem surgido como um  para fruir a sensibilidade, ou seja, despertar sentimentos inerentes ao ser humano, como a alegria, o prazer, a empatia, a serenidade, respeito como o semelhante e o seu meio, entre outros.
Diante deste contexto, surge a necessidade de expor a geração mais nova este muitas vezes não divulgados ou vividos no contexto familiar e mídia. Por sua vez, a  como formadora de valores e opinião propicia situações pedagógicas que contemplem estes elementos morais essenciais ao homem. Tendo todos estes aspectos em mente, este projeto surgiu como continuidade do trabalho pedagógico de Arte do ano letivo anterior realizado com esta turma, onde foram abordados uma visão geral da história da Arte, Pintura Abstrata e Figurativa (produções de telas em guache individuais), texturas, simetria, biografia de Leonardo da Vinci e estudo sobre a obra de Mona Lisa (releitura). Uma vez que estes alunos tem estudado a vertente da Arte, no caso, a pintura, pensou-se na possibilidade de apresentar uma artista brasileira, Tarsila do Amaral, que tão bem retrata os valores e temas sociais de nosso país, os quais continuam atuais. O projeto pretende tornar compreensível aos alunos a herança cultural a partir do estudo das obras de arte da artista plástica, bem como despertar e desenvolver o interesse pela Arte, e consequentemente estabelecer com os alunos um diálogo sobre o material que será apresentado e por fim, desenvolver o senso de observação e o gosto pelas obras de Arte.

O procedimento metodológico deste projeto tem como critérios o avanço da aprendizagem, a partir dos conhecimentos prévios dos alunos, ampliando sua visão de mundo, possibilitando a construção de uma nova postura frente aos novos saberes.

OBJETIVO GERAL:
Valorizar e apreciar a expressão artística a partir das telas de Tarsila do Amaral, desenvolvendo um olhar crítico social.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  • Conhecer a biografia de Tarsila do Amaral e compreender seu trabalho ao longo de sua vida.
·         Desenvolver o hábito de observação e apreciação, atentando para detalhes como: cor, forma e textura;
·         Interpretar obras de Arte, compreendendo sua função comunicativa;
·         Estabelecer relações entre obras de Arte e a identidade cultural do Brasil;
·         Representar por meio de desenho a releitura de algumas obras da artista;
·         Estimular a criatividade e a imaginação;
  • Perceber por meio de seus auto-retratos a semelhanças e diferenças da artista.
  • Identificar a brasilidade nas telas de Tarsila em suas cores e formas. (fase pau-brasil)
  • Compreender o objetivo da artista a pintar as anomalias em seus quadros (fase Antrofagia).
  • Apontar os aspetos sociais abordados nos traços da artista em suas telas.
·         Identificar os cenários urbanos e rurais, as cidades brasileiras ou estrangeiras abordadas nas produções estudadas.
·          Desenvolver o senso crítico;
·         Despertar o gosto pela leitura, especialmente pela Arte;
·         Valorizar e respeitar a nossa cultura artística.
METODOLOGIA:
Para atingir tais objetivos serão utilizados como instrumentos didáticos: leitura compartilhada, textos informativos, discussão, slides, produções individuais de releituras de algumas obras de Tarsila  do Amaral, socialização, entre outros.

ÁREAS DO CONHECIMENTO:
  • Arte
  • História                                                          
  • Geografia
  • Língua Portuguesa
  • Matemática
  • Ética
  • Pluralidade cultural

AVALIAÇÃO:
A avaliação da aprendizagem será realizada durante todo desenvolvimento deste projeto, onde serão observados nos alunos alguns itens como:envolvimento, interesse dos alunos, participação, questionamento, criatividade, assiduidade, interesse em ouvir e ler textos informativos, a postura construída diante do novo conhecimento e as produções individuais e coletivas.
CULMINÂNCIA:
               A culminância deste projeto ocorrerá pela socialização dos trabalhos individuais para a comunidade escola e família e apresentação do livro coletivo das telas mais apreciadas pelos alunos com suas observações diante da aprendizagem obtida.

ATIVIDADES PROGRAMADAS:

1º DIA:
Apresentação do projeto. Leitura compartilhada do Livro “ Encontro com  Tarsila “ de Cecília Aranha e Rosane Acedo. Interpretação oral. Produção de texto: O que estou aprendendo sobre Tarsila do Amaral? O que achei de interessante? Socialização das produções (leitura compartilhada). Inicio do registro.

2º DIA: Texto informativo. Biografia de Tarsila do Amaral. Conhecer os Auto-retratos de Tarsila do Amaral. Fragmento do poema “Tarsila” de Carlos Drummond de Andrade. Leitura individual. Interpretação oral. O aluno fazer seu auto-retrato. Socialização.

3º DIA: Projeção de slides. Obras da artista. Explorar seus auto-retratos. Contexto Histórico. Registro individual da aprendizagem retida (continuação).  

4º DIA: Projeção de slides. História dos quadros de Tarsila. Destaques de suas fases de trabalho. Continuação do registro.

5º DIA: Estudo do Quadro Abaporu. Contexto histórico. Releitura das suas estampas. Socialização. Registro dos pontos aprendidos ou interessantes para o aluno (continuação).

6º DIA: Identificação dos aspectos sociais. Telas: Operários, A família. Contexto histórico: O que a artista desejava destacar com as expressões, cores, organização dos personagens, etc.? Pesquisa em revistas ou jornais de fotos que retratem semelhanças das atribuídas às telas. Trabalho em grupo. Socialização.

7º DIA: Releitura da tela “A família”. Trabalho individual. Socialização.

8º DIA: Reconhecimento das formas geométricas utilizada pela artista plástica. Tela : EFCB.

9º DIA: Telas: Carnaval em Madureira, Cartão postal. Reconhecimento de características urbanas nacionais e internacional. Releitura de uma das telas. Escolha do aluno.

10º DIA: Telas: Paisagem com touro, O pescador e Manacá. Percepção de paisagem rural. Revisão: o que é monocromia? Releitura de suas estampas da tela Paisagem com touro. Produção individual.

11º DIA: Telas: A negra, Antropofagia e O ovo ou Urutu. Projeção de slides. Compreensão da fase antrofágica de Tarsila.

12º DIA: Tela: O vendedor de frutas. Retomada da visão da artista do cotidiano brasileiro. Releitura. Trabalho individual . Socialização.
14º DIA: Projeção de slides sobre as fases do trabalho da artista. Assistir vídeo com entrevista com Tarsila (velhice).

15º DIA: Trabalho individual. Pintura em guache segundo a escolha do aluno de uma das telas estudadas neste projeto.

16º DIA: Socialização dos trabalhos para a escola e família.


Bibliografia

Aranha, Cecília. Encontro com Tarsila/Aranha, Rosane Acedo; ilustrações Dadi. –Belo Horizonte: Editora Formato Editorial, 2002. (Coleção encontro com a arte brasileira)

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sexta-feira, 4 de maio de 2012