terça-feira, 11 de agosto de 2009

PROJETO CANTIGAS DE RODA

Tema:

Cante, brinque e encante.

Justificativa:

Cantar é maravilhoso! "Quem canta seus males espanta". Todos gostam de brincadeiras. Essas cantigas são muito importantes, pois pertencem à tradição oral e são transmitidas de geração a geração. Entre na roda, na ciranda da brincadeira e divirta-se com a sua turma. Será super legal!

Objetivos:

Pesquisar sobre as diferentes cantigas de roda que existem.
Proporcionar a leitura e a escrita das canções.
Ampliar o repertório musical e de outras brincadeiras de roda.

Metodologia:

Recuperar com os pais, avós, amigos, vizinhos e em livros, cantigas de roda.
Trabalhar com o grupo de alunos as cantigas
Analisar as cantigas de roda
Criar e inventar outras cantigas de roda.

Produção Final:

Organizar um pequeno livro com as cantigas de rodas com as letras e ilustradas pelas crianças.

O que pode ser trabalhado com este projeto?

Língua Portuguesa
Artes
Educação Física


Atividades


Elaborar textos coletivos com os alunos a partir das letras das cantigas.
Dançar as cantigas com coreografia no pátio da escola.
Criar outras cantigas de roda e ilustrá-las.
Organizar um livro com as cantigas já conhecidas e as novas criadas pelos alunos.
Fazer a revisão do que foi copiado no quadro -negro com os alunos.
Montar o livro com a turma.
Apresentar as músicas e as danças para os pais e colegas com o autografo do livro de cantigas. Que show!

Material de apoio
Fita Cassete, CDs com cantigas de roda, livros.


PROJETO LENDAS E MITOS DO FOLCLORE BRASILEIRO



Justificativa:

Diversas pessoas juram de pés juntos que viram seres fantásticos. Outras dizem que eles não passam de frutos da imaginação.Muitas são os personagens mitológicos do folclore brasileiro. Também, um país tão grande como o nosso, com fauna e flora riquíssimas, só poderia resultar em várias crenças regionais sobre esses seres mitológicos.São histórias e mais histórias que envolvem tais seres. Criados pela imaginação humana, vão sendo passadas de pais para filhos. E, da mesma forma que encantam, pelo lado sobrenatural que costumam possuir, também causam medo em muitos.Vamos conhecer essas histórias mitológicas? Que tal conhecer essas histórias?
Objetivos:
Incentivar a entender a sabedoria popular;
Conhecer as principais lendas e personagens (Saci-pererê, Iara, Negrinho do Pastoreio, tatus brancos, Curupira, as Amazonas, boto, boitatá, lobisomem, quimbungo, etc.), tradições culturais, comidas típicas e rituais religiosos;
Comparar o folclore brasileiro com o folclore de outros paises;
Descobrir o uso, costumes e a utilização dos recursos próprios dos locais em que vivem.
Metodologia:
Pesquisar sobre as lendas e mitos do folclore brasileiro;
Entrevistar os amigos sobre as lendas e mitos que conhecem;
Produzir textos sobre as diferentes lendas e mitos do folclore brasileiro;
Refletir sobre a importância do folclore para a cultura nacional;
Perceber os tipos de manifestações (carnaval, congada, folia de reis, festa junina, etc) folclóricas no Brasil;
Realizar trabalhos em dupla.


Sugestões de Atividades:


Pesquisar lendas ou mitos do folclore brasileiro na Internet. Sugestão: os alunos podem procurar curiosidades e informações úteis sobre as lendas ou mitos, utilizando um site de busca (exemplo: Google; Altavista; Cadê), e colocar no editor de textos (Word). Este conteúdo poderá ser organizado em uma tabela, ou um texto corrido, ou em tópicos;
Construir um texto no Word com ilustrações. Sugestão: criar um texto com informações e figuras de uma lenda ou mito específico. Este texto deverá ser escrito após várias leituras sobre o tema, com as palavras do aluno. Depois ele poderá ilustrar o conteúdo do texto, desenhando no Paint ou com imagens pesquisadas na Internet;
Construir um mural. Sugestão: procurar em revistas, jornais e na Internet imagens que identifiquem a cultura brasileira;
Promover um concurso de desenhos sobre lendas e mitos brasileiros;
Realizar apresentações das lendas e mitos pesquisados. Sugestão: os alunos poderão construir apresentações no PowerPoint, em dupla, utilizando imagens e pequenos textos sobre o folclore brasileiro.
Produção Final:
Construir um livro com algumas lendas e mitos do folclore brasileiro;
Disponibilizaremos o livro na página do projeto.
O que pode ser trabalhado com este projeto?
Leitura e escrita, produção textual;
Criatividade;
Folclore brasileiro, cultura brasileira;
Características regionais.
Material de apoio
Revistas e jornais
http://www.suapesquisa.com/mitos
http://www.ufogenesis.com.br/criaturas/folclore.htm
http://ifolk.vilabol.uol.com.br/lendas/index.htm
http://sitededicas.uol.com.br/%20mundocfolc.htm
http://paginas.terra.com.br/arte/amigo/folclore
  • O que é Folclore
    Podemos definir o folclore como um conjunto de
    mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.
    As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
    Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:
    Boitatá
  • Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
    Boto
  • Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
    Curupira
  • Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
    Lobisomem
  • Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
    Mãe-D'água
  • Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
    Corpo-seco
  • É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
    Pisadeira
  • É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
    Mula-sem-cabeça
  • Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
    Mãe-de-ouro
  • Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
    Saci-Pererê
  • O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
    Curiosidades:-
  • É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

AFETIVIDADE E LETRAMENTO


Profª Cristiane

O processo de ensino-aprendizagem durante muito foi centrado na transmissão de conhecimentos e na relação de poder do professor sobre o aluno, desconsiderando o aluno como sujeito neste processo.Pesquisadores como Lev Semenovich Vygotsky, Jean Piaget e Henri Wallon lançaram uma nova luz sobre as discussões referentes ao processo ensino-aprendizagem, quando colocaram o sujeito no centro do mesmo. Suas pesquisas indicavam a importância dos processos afetivos no desenvolvimento cognitivo da criança.Do ponto de vista psicanalítico, entende-se afetividade como um conjunto de fenômenos psíquicos manifestados sob a forma de emoções ou sentimentos e acompanhados da impressão de prazer ou dor, satisfação ou insatisfação, agrado ou desagrado, alegria ou tristeza.No entanto, a sociedade atual alimenta um idéia equivocada de que afetividade está relacionada ao "gostar de" ou "não gostar" de algo ou alguém, reduzindo a importância de outras emoções no nosso cotidiano.As emoções estão presentes em nossa formação enquanto sujeitos e possibilitam a ampliação de nosso espectro cultural. Resistir a algo, confrontar indicam expressões do ser humano na interação com o mundo que vive. Neste sentido, todas as emoções são fundamentais no desenvolvimento intelectual de uma criança.Mas o que isso tem a ver com a escola?Durante muito tempo a escola alimentou a dicotomia entre saber (objetivo) e o sentir (subjetivo), desprezando as reais possibilidades do desenvolvimento cognitivo se ampliar além do aprendizado mecânico ao qual a criança era submetida, classificando-a entre os que "aprendiam" e os que "não aprendiam" daquela forma.Atualmente, temos a possibilidade de explorar alternativas diversas, focalizando sempre a criança como o centro do processo de ensino-aprendizagem e considerando toda sua individualidade.O letramento se dá no decorrer da vida através da experiência pessoal do ser humano. Toda a bagagem cultural adquirida propicia a formação de sua identidade. Partindo desta perspectiva, o letramento é um conceito impregnado de individualidade, visto que cada ser humano vive imerso a práticas sociais diversas e interage afetivamente em cada uma delas.Letramento e afetividade têm uma relação intrínseca. Diríamos mais, indissociável. Não é possível letrar-se em meio a ausência de sentimentos. As motivações pessoais conduzem as práticas sociais.O grande desafio da escola é desfazer a dicotomia entre saber e sentir e incentivar uma postura do letrar com afetividade.